A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 176,812 bilhões em maio, conforme divulgação realizada nesta quinta-feira, 22/6, pela Receita Federal. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 2,89% na comparação com maio do ano passado, quando o recolhimento de tributos somou R$ 165,333 bilhões, em termos nominais.
O valor arrecadado no mês passado foi o maior para meses de maio na série histórica, iniciada em 1995, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em relação a abril deste ano, houve queda real de 13,48%.
COMPOSIÇÃO
O Fisco apontou que houve crescimento real de 7,20% na arrecadação da Contribuição Previdenciária, em razão do crescimento da massa salarial. Houve também aumento na arrecadação do IRRF sobre as aplicações de Capital em razão do desempenho de títulos e fundos de renda fixa.
A Receita também destacou o recolhimento, em maio, de aproximadamente R$ 1 bilhão pelo Imposto sobre Exportação em razão da tributação de óleo bruto, em razão da medida provisória editada pelo Governo Lula, para compensar a reoneração apenas parcial dos combustíveis.
ACUMULADO NO ANO
No acumulado do ano até maio, a arrecadação federal somou R$ 962,496 bilhões, também o maior volume da série histórica, corrigida pelo IPCA. O montante ainda representa um avanço real de 1,02% na comparação com os primeiros cinco meses de 2022.
ABRIL
A Receita confirmou também nesta quinta-feira que a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 203,889 bilhões em abril. O resultado daquele mês ainda não tinha sido divulgado pelo Fisco, devido à operação padrão dos servidores do órgão, que cobravam a regulamentação do bônus de produtividade, pendente desde 2017.
No dia 5 de junho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, editou um decreto regulamentando o pagamento.
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