Menos de duas semanas de o presidente Jair Bolsonaro anunciar, em uma de suas lives, o corte de impostos na importação de brinquedos, de 35% para 20%, o governo recuou.
A redução que passaria a valer a partir do dia 1º de dezembro foi fatiada e só vai chegar ao patamar prometido daqui a um ano. Até lá, patinetes, bonecas e carrinhos importados terão reduções escalonadas na tributação.
A alíquota passará para 30% em dezembro de 2020, 25% em junho de 2021 e 20% em dezembro de 2021.
O pedido para que a questão fosse analisada partiu da Hasbro, gigante americana, fabricante de jogos como Monopoly e brinquedos como as bonecas das princesas Disney.
Em sua manifestação ao Ministério da Economia, a companhia afirmou que o Brasil tem a terceira maior alíquota para importação de brinquedos de todos os países membros da Organização Mundial do Comércio, ficando atrás apenas de Argentina e Zimbábue.
Quem não gostou da mudança e estava brigando para suspender a redução foi a Abrinq (Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos). Desde que a medida foi publicada em Diário Oficial, no último dia 5, a entidade buscava reverter a decisão do governo. Agora, tem uma vitória parcial.
A discussão para redução dos impostos foi discutida por cerca de um ano, em um processo que envolveu consulta pública, com participação da sociedade e setores interessados.
Um estudo feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Avançadas) mostra que a redução de tarifa levaria a uma queda média de 5,1% a 5,7% nos preços para o consumidor.
Na Bolsa, a empresa mais afetada diretamente pela mudança é a Estrela (ESTR4). Seus papéis são pouco negociados, sendo o volume médio diário de negociações 660 ações. Neste ano, os papéis acumulam uma queda de 28%, enquanto o Ibovespa registra uma queda de 9,5%.
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