Os candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) fizeram o primeiro debate do segundo turno das eleições 2020 nesta segunda-feira, 16. O confronto foi organizado pela CNN Brasil, mediado pela jornalista Monalisa Perrone.
Além da pandemia de covid-19, outro tema abordado foi a carga tributária municipal, e como cada um planeja equilibrar as contas da prefeitura, sem aumentar impostos, como o IPTU.
Bruno Covas defendeu que não vai aumentar impostos, caso seja reeleito, nem mesmo com reposição da inflação.
“Cortamos 30% dos cargos de confiança, fizemos um programa de desestatização, renegociamos contratos e recuperamos a capacidade de investimento da cidade. Neste ano, investimos 4,5 bilhões de reais e a proposta orçamentária do ano que vem mantém esse mesmo valor de investimento, sem aumento de IPTU e até sem aumento relacionado à inflação”, disse.
Guilherme Boulos também disse que não pretende aumentar impostos municipais. O candidato do PSOL prometeu um Programa de Recuperação Econômica e Enfrentamento à Pandemia, incluindo um programa de transferência de renda municipal.
Ele ainda afirmou que conversou com diversas entidades, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Município, e que sua proposta é viável economicamente. “Cabe no orçamento”, afirmou.
“O aumento de impostos nem deve ser colocado, porque temos 130 bilhões de reais de grandes devedores na dívida ativa da cidade. E isso não é devidamente cobrado. Conversei com procuradores e eles disseram que muito processos desses nem digitalizados estão”, disse Boulos.
Bruno Covas rebateu dizendo que dinheiro em caixa não significa que está liberado para usar. “Recurso em caixa serve para pagar servidor, as obras em andamento”, disse o candidato à reeleição.
Sobre a Reforma Administrativa, que está tramitando no Congresso Nacional, e que pode tirar recursos dos municípios. Ambos prometem debater com a bancada federal os principais pontos do projeto.
Questionado por Covas, Boulos pontuou que é “totalmente contra a retirada de recursos dos municípios e diz que vai liderar um movimento de prefeituras para que a reforma não seja aprovada nos termos atuais”, disse.
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