As formas de arrecadação de impostos já são bem difundidas entre os brasileiros, e o Impostômetro tem desempenhado papel importante para demonstrar esses mecanismos para a população. Para quem deseja acompanhar o outro lado, os gastos realizados pelos governos, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), criou uma ferramenta específica: a plataforma Gasto Brasil.
Disponível para toda a população, a ferramenta foi desenvolvida para ampliar a transparência das contas públicas. Para isto, apresenta as despesas primárias públicas realizadas pela União, Distrito Federal (DF), estados e pelos municípios.
E, para potencializar a divulgação das informações, em 11 de agosto, o “Painel Gasto Brasil” será lançado na Câmara dos Deputados, como resultado de uma parceria entre a CACB e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa busca ampliar a transparência sobre os dados e estimular o debate sobre responsabilidade fiscal.
Na ocasião, serão lançadas novas funcionalidades na plataforma para aumentar ainda mais o nível de transparência de dados para a população, com recortes econômicos, valores mais detalhados por população, índice de qualidade da informação e outros dados relevantes.
A solenidade será às 15h30, no Salão Nobre da Câmara, com as presenças dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também haverá a exposição do “Painel Gasto Brasil”, que ficará até o dia 13 de agosto no Espaço Mário Covas.
O que é apresentado no painel
Os dados apresentados são extraídos de bases oficiais e organizados em uma interface simples, permitindo consultas rápidas mesmo para quem não possui conhecimento técnico sobre orçamento público.
Na página inicial, um contador exibe o volume total das despesas acumuladas ao longo do ano, atualizado continuamente. Além desse indicador, a plataforma oferece, logo abaixo do valor total, um quadro resumido com os gastos por esfera de gestão. Também é possível acessar painéis que detalham os dados das Unidades Federadas (UF) e dos municípios, trazendo informações sobre a origem dos gastos e as principais variáveis utilizadas:
Despesas com Pessoal e Encargos Sociais – Remuneração de servidores ativos, encargos sociais obrigatórios, despesas orçamentárias com quaisquer espécies remuneratórias tais como vencimentos e vantagens, entre outros itens.
Investimentos – Despesas com o planejamento e a execução de obras, inclusive a compra de imóveis, e com a aquisição de instalações, equipamentos e material permanente.
Inversões Financeiras – Despesas com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e com a constituição ou aumento do capital de empresas.
Outras Despesas Correntes – Corresponde à soma de Demais Despesas Correntes – que incluem benefícios previdenciários, gastos para manutenção da máquina pública, aquisição de material de consumo, diárias, auxílio-alimentação, auxílio-transporte e demais grupos de natureza de despesa e outros itens – e Restos a Pagar não Processados Pagos do item Transferências Constitucionais e Legais.
Balanço
Em âmbito nacional (União, DF, estados e municípios), a despesa governamental atingiu a marca de R$ 3,1 trilhões, entre 1º de janeiro e 22 de julho. Deste valor, desde o início de 2026, o governo federal respondeu por mais de R$ 1,4 trilhão (46% do total) do gasto público. Do restante, os estados consumiram R$ 843,7 bilhões e os municípios, R$ 827,2 bilhões.
Outro dado importante é que, na comparação com dados do Impostômetro, apurados no mesmo dia, a despesa pública superou em mais de R$ 800 bilhões o valor total da arrecadação de impostos no país (R$ 2,2 trilhões).
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